Resumo da live – 3 erros cometidos por lideranças em políticas públicas

Antes de falarmos sobre os erros, vamos relembrar quem pode ser uma lideranças em políticas públicas. Você se reconhece como uma?
 
Sempre que falamos de lideranças, a primeira (e muitas vezes a única) que vem à nossa cabeça é o Governo, mas nós temos 5:
 
  1. Governo
  2. Empresas
  3. Instituições de ensino
  4. Sociedade civil organizada
  5. Cidadãos
Quando falamos do Governo, ele pode estar no executivo, legislativo e judiciário; e pode ter o cargo a nível de mandato ao ter sido eleito para estar lá ou porque é um concursado que atua dentro da administração pública.
 
As empresas e profissionais também exercem um papel de liderança pública dentro dos seus ramos de atuação. E fazem isso quando, por exemplo:
  • Participam de editais de chamamentos
  • Financiam projetos através de editais ou premiações
  • Adotam a abordagem ESG: realizando uma adaptação das políticas administrativas das empresas para o processo de sustentabilidade e meio ambiente, para que elas não realizam somente lucro, mas também um impacto positivo na cidade onde estão alocadas.
    • Por exemplo: erradicação de papel, projetos de redução de carbono, etc.
Para algumas empresas, sobretudo as que são muito grandes, como mineradoras e hidroelétricas, esse processo de políticas púlbicas é tão importante que essas atitudes de práticas de sustentabilidade na área ambiental, social, econômica e na governança, financiamento de projetos em parcerias com outras empresas, prefeituras ou ONGs, aumentam o valor delas no mercado e na bolsa de valores.
E por que essas atitudes podem ser consideradas públicas? Justamente porque geram um impacto social muito grande.
 
As instituições de ensino, do básico ao superior, também podem fazer políticas públicas, envolvendo tanto os estudantes como os familiares deles. E elas podem fazer isso através da:
  1. Formação e capacitação dos seus estudantes – que nada mais é do que a formação de pessoas para viverem e atuarem na cidade.
  2. Projetos de pesquisa
  3. Projetos de extensão
  4. Programas que incentivam hábitos sociais e estabelecem uma cultura (como a reciclagem), mudando o comportamento das pessoas à longo prazo.
 
Além desses três, podemos destacara também asONGs e os cidadãos. Todos fazemos políticas públicas. O simples fato de alguém viver em sociedade já o torna um agente público, pois qualquer um que vive em sociedade impacta a vida das pessoas com que convive, seja positiva ou negativamente.
 
As ONGs (enquadradas como sociedade civil organizada) fazem isso através de parcerias com o setor público e privado, executando produtos ou serviços que ajudam a resolver problemas públicos. Toda ONG nasce para resolver um problema social, isso está no estatuto dela. O governo facilita esse trabalho através de leis, projetos e programas, criando parcerias com os agentes da inovação.
 
Já o cidadão pode ser uma liderança que ajuda acelerar cidades inteligentes de várias formas, como:
  1. Exercendo sua cidadania com consciência das suas responsabilidades enquanto ser um cidadão e saber e exercer o papel que cabe a ele
  2. Acompanhar o que está acontecendo em sua cidade, participando das reuniões que acontecem na câmara dos vereadores e audiências públicas. Todos os instrumentos de planejamento das cidades são abertos e gratuitos, disponibilzados na internet.
 
Agora que já falamos sobre as lideranças públicas, vamos aos 3 principais erros cometidos:
 

1. Acreditar que só o governo é responsável por fazer política pública.

 
Esse é o maior erro e, como foi falado, isso não é verdade. Todos os agentes da inovação podem e devem fazer políticas públicas e impactar vidas de forma positiva. Você não precisa de um cargo na prefeitura para isso.
 

2. Descontinuidade de projeto.

 
É o fenômeno que acontece a cada eleição, quando o novo gestor eleito interrompe tudo que estava sendo feito e inicia novos projetos do zero. Isso faz com que as cidades voltem à estaca zero a cada 4 anos. É  um processo completamente ineficiente e uma forma de jogar dinheiro fora. Ao invés de abandonar tudo e mudar a direção, o novo gestor deveria fazer uma avaliação de todos os projetos que já estão em andamento:
  • Quais estão dando resultado? Quais não estão?
  • Quais devem continuar?
  • Quais devem ser ajustados?
Seguir adiante com os projetos que estão dando certo faria com que as cidades seguissem em uma linha reta de desenvolvimento ao invés de ficar andando em círculos.
 
Mas por que isso acontece?
Porque não existe um projeto coletivo da cidade que descreve o que os habitantes querem à longo prazo, mas sim projetos individuais de cada gestor que é eleito e depois vai embora. Não existe uma visão de médio/longo prazo como existem em cidades lá fora (como “Dubai 2117” – um projeto de cem anos). Essa falta de visão impede que os setores da cidade (educação, saúde, transporte, saneamento, desemprego) melhorem, porque não é possível prosperar uma cidade que está sempre mudando de rumo.
 
É por isso que, embora o Brasil esteja entre as maiores economias do mundo, e o dinheiro não falte para se realizar as coisas, a gente fica com uma sensação de que nada muda.
 
E como podemos resolver esse problema?
Aplicando o princípio da legalidade, entendendo como se faz o alinhamento dos instrumentos e a construção coletiva de cidades inteligentes. Mas nós já nos aprofundamos mais nisso.
 

3. Falta de conhecimento das regras do jogo

 
A política pública é um jogo que possui regras e uma delas é a de que nenhum programa ou projeto pode receber recurso público se não houver uma lei descrevendo que aquilo é uma diretriz (uma lei que dê legalidade ao projeto). E esse processo de lei precisa ser trabalhado de forma colaborativa envolvendo toda a população, já que nada pode ser decidido dentro de um município de forma que favoreça somente um grupo. Isso pode ser feito através de audiência pública, oficinas, seminários e outras diferentes formas.
 
E é preciso entender que enquanto você não dominar as regras do jogo, continuará a acontecer coisas que prejudicarão a sua vida diretamente: desemprego, violência, ineficiência de serviços básicos de saúde, educação, mobilidade, saneamento, etc.
 
Mas então como você faz com que o projeto de saneamento/educação/inclusão social, ou uma determinada ação que é importante e relevante para a melhoria da sua cidade seja priorizada pela gestão pública, ainda que você não seja um servidor? Sabendo gerar uma demanda por um projeto de impacto para conseguir desburocratizar o processo e garantir os recursos pra esse projeto.
 
Mas o que se vê hoje é que as 5 liderenças desconhecem o que é necessário pra gerar essa demanda e engajar os agentes da inovação, porque desconhecem as regras desse jogo chamado política pública. Ainda que tudo esteja descrito para que você e todos os habitanets entendam o processo.
 
As pessoas desonhcem e esperam que chegará o salvador da pátria, mas não é um presidente, nem um governador, deputado, prefeito ou vereador que vai resolver esses problemas sozinho. Um problema público precisa dos 5 agentes da inovação para ser resolvido. A mobilidade no Brasil por exemplo, não se resolve com uma decisão do presidente, ele vai precisar das empresas, precisa haver muito diálogo e negociação.
 
E só tem uma forma de colocar esses cinco agentes em uma conversa justa e idônea: dando à todos o mesmo conhecimento.
 
E é por isso que quando você vai conversar com alguém para fazer uma parceria, você precisa entender das regras do jogo, se não será passado para trás. Precisa mostrar que tem domínio sobre o que está falando, mas não apenas técnicamente, políticamente também. E é aqui que muitos agentes se perdem, pois conhecem o processo tecnicamente, mas desconhecem o procedimento administrativo e político pra fazer acontecer. Desconhecem, por exemplo, que alguém pode ser contratado de diferentes formas, todas legais, mas uma é mais fácil do que a outra.
 
Mas afinal de contas, por que você deve aprender a resolver esses problemas? Será que vale a pena entender as regras do jogo?
 

Motivos que fazem valer a pena aprender a resolver esses problemas:


  1. Colocar toda a sua esperança única e exclusivamente na mão de lideranças políticas não é a coisa mais sensata a fazer, já que um líder sozinho não resolve um projeto.
  2. A partir do momento que você entende que a resolução não depende de uma única pessoa, você começa a entender que precisará negociar com várias pessoas. Isso te ajuda a identificar oportunidades de negócios para resolver problemas que existem hoje e estão aqui há anos pois ninguém que passou pela gestão conseguiu resolver, porque cometeram esses 3 erros.
  3. Quando você assume a responsabilidade de aprender o que é preciso para resolver o problema e de fato o resolve, você impacta não só a sua vida e a da sua família, mas vida de milhares de pessoas. E quando você aprende a resolver um problema, você pode vender essa solução para os outros 5.570 municípios e começar a ter ganhos financeiros.
 
Mas pra conseguir fazer isso de fato, você precisará entender como funcionam as regras do jogo, precisará descobrir e definir qual é o problema público que vai resolver, entender como gerar a demanda, como convencer o gestor, como garantir o recurso e como aplicar isso nos municípios. E no nosso curso de Liderança em Cidades Inteligentes a gente mostra como nós fazemos isso através do projeto LICI, que tem como objetivo 50%+1 de Cidades Inteligentes no Brasil até 2030 e já impactou mais de 1 milhão de pessoas e capacitou mais de 500 lideranças de todos os cinco agentes da liderança para implantação de projetos de cidades e inteligentes.
 
No dia 8 de novembro a gente vai fazer um evento para te mostrar esse caminho e vamos abrir uma nova turma para que você possa começar a impactar vidas e a ser reconhecido como uma liderança que ajuda e acelera cidades inteligentes no Brasil.
 
Para você se inscrever e garantir a sua vaga nesse evento, clique aqui. Será um aulão que vai te preparar para se juntar ao projeto LICI.

© 2022 por Instituto Smart Citizen  | Brasília – DF| CNPJ 32.000.914/0001-49